Inovação Social melhora condições de vida
Atualizado: 9 de jan. de 2025
Inovações Sociais possuem atualmente frameworks e programas brasileiros bastante inovadores, mas ainda é preciso mais.

A Organização de Desenvolvimento Sócio Econômico - OCDE em ingles - possui um guideline para inovação social e mede o nível de contribuição do Estado, empresas e ógãos não governamentais desde 1990. Desde então, tem fornecido parâmetros de desenvolvimento e inovação social que possa auxiliar os países a fornecerem oportunidades e alívio da pobreza.
O Índice Global de Inovação (IGI), elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), oferece uma visão abrangente sobre a capacidade de inovação dos países, incluindo aspectos que englobam a inovação social.
De acordo com o IGI de 2023, o Brasil alcançou a 49ª posição entre 132 países avaliados, liderando o ranking na América Latina e Caribe. Essa colocação representa um avanço de cinco posições em relação ao ano anterior e marca a primeira vez, após 12 anos, que o Brasil retorna ao grupo das 50 economias mais bem classificadas no índice.
Na região, o Brasil ultrapassou o Chile, que ocupa a 52ª posição, e o México, na 58ª posição, consolidando-se como a economia mais inovadora da América Latina.
Em tempos recentes o Brasil tem implementado programas de inovação social que contribuem para o desenvolvimento de populações locais e regionais. O mais conhecido, Bolsa Família - entre várias polêmicas - é um dos programas, porém, vários outros não comumente divulgado tem auxiliado a qualidade de vida das pessoas. Alguns programas existentes hoje são:
1. Projeto de Cisternas no Semiárido Brasileiro
Este projeto visa combater a escassez de água no semiárido brasileiro por meio da construção de cisternas para captação de água da chuva. Essa tecnologia social tem sido reconhecida por sua eficácia em fornecer acesso à água potável para comunidades rurais, melhorando a saúde e a segurança alimentar.
2. Banco Palmas
Fundado em 1998 no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, o Banco Palmas é um banco comunitário que oferece microcrédito e promove o desenvolvimento local por meio de uma moeda social própria, o "Palma". A iniciativa fortalece a economia local, incentiva o empreendedorismo e reduz a pobreza na comunidade.
Existem outros programas desenvolvidos pela iniciativa pública e privada, porém uma de bastante destaque engloba o chamado Programa de Cidades Sustentáveis, que visa promover o desenvolvimento urbano sustentável, incorporando dimensões sociais, ambientais, econômicas, políticas e culturais no planejamento municipal. Lançado em 2012, o programa atua na sensibilização e mobilização de governos locais na redução das desigualdades sociais e a construção de cidades mais justas e sustentáveis.
Apesar deste programa ser algo desenvolvido com critério, regras o programa é voluntário e requer assinatura de prefeitos das cidades como um compromisso dos líderes locais, quanto às metas estabelecidas. No entanto, apesar de abranger 260 indicadores, sendo um deles ligado à corrupção, nenhum deles informa desvios provenientes de funcionários públicos, o que infelizmente é uma questão histórica no Brasil.
A Plataforma Cidades Sustentáveis foi desenvolvida por meio do Projeto CITinova, uma iniciativa multilateral realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), o projeto é implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e executado em parceria com Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) e Porto Digital, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Programa Cidades Sustentáveis (PCS) e Secretaria do Meio Ambiente (SEMA/GDF).
As informações são do site Cidades Sustentáveis.
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